Entry: monólogo Wednesday, December 05, 2007



tenho o peito pleno de toques teus e vazio de outros países que não tenham a marca da tua pele              perco o fôlego e a jangada que me salvava         perco as horas e amo-te sem chão em queda livre

 

mas amo-te

contra a corrente do teu sopro de dor e distante saudade contra as palavras escritas nas minhas mãoes cansadas a giz preto, contra o corpo abandonado no beco sem saída das paredes do meu corpo

amo-te contra toda a destruição

amo-te arrastada pelas tuas ondas de tempestade e digo-te ..........................

e quando de dia me tentares ver claramente talvez eu não esteja aqui cadáver esteja rodeada de malmequeres desenhados por ti numa câmara escura onde dizes encontrar o teu leito

és o meu único existir

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