Arco-Íris de Sombra





Para um amigo tenho sempre um relógio esquecido em qualquer fundo de algibeira. Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. É um arco-iris de sombra, quente e trémulo. É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa


*as vossas palavras*

   

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Saturday, March 29, 2008
dia

deixo o sol ditar-me as regras dos dia queimando devagar o corpo cansado de um inverno perdido de todos

 

          perdido de todos os passos de veludo que nascem debaixo de unhas enraivecidas pela inerte apatia das horas         deixo chegar o calor deste verão e rebolo na areia até ao mar. não me afogo mais. os meus pulmões já sabem a que sabe a tua água.


Posted at 10:52 pm by rosa

minor.qi
September 12, 2008   03:19 PM PDT
 
Vem conhecer mais um espaço online que se dedica a aprofundar a vida, com palavras, sons e imagens.

http://superficieprofunda.blogspot.com

Deixa a tua ideia!

Muito obrigado pela atenção!

minor.qi
 

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