estou dentro de um bloco de gelo olhos que dormem abertos presos em ideias perdidas em asas de borboletas
não encontro a resposta a tua a nossa a única em forma de planta viva, procuro mas as mãos estão frias e tocam agressivamente o gelo e a faca que não o corta
em silêncio
és o meu lençol cinzento, imutável, suave como as tuas palavras ao acordar