Arco-Íris de Sombra





Para um amigo tenho sempre um relógio esquecido em qualquer fundo de algibeira. Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. É um arco-iris de sombra, quente e trémulo. É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa


*as vossas palavras*

   

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Sunday, January 13, 2008
inverno

estou dentro de um bloco de gelo olhos que dormem abertos presos em ideias perdidas em asas de borboletas

não encontro a resposta a tua a nossa a única em forma de planta viva, procuro mas as mãos estão frias e tocam agressivamente o gelo e a faca que não o corta

em silêncio

és o meu lençol cinzento, imutável, suave como as tuas palavras ao acordar


Posted at 10:21 pm by rosa

Sofia
January 25, 2008   06:54 PM PST
 
Só para te dar os parabéns. Tens uma escrita muito intensa. Profunda. Andei a visitar-te e adorei.



Bjs*
Sofia
 

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