tenho o peito pleno de toques teus e vazio de outros países que não tenham a marca da tua pele perco o fôlego e a jangada que me salvava perco as horas e amo-te sem chão em queda livre
mas amo-te
contra a corrente do teu sopro de dor e distante saudade contra as palavras escritas nas minhas mãoes cansadas a giz preto, contra o corpo abandonado no beco sem saída das paredes do meu corpo
amo-te contra toda a destruição
amo-te arrastada pelas tuas ondas de tempestade e digo-te ..........................
e quando de dia me tentares ver claramente talvez eu não esteja aqui cadáver esteja rodeada de malmequeres desenhados por ti numa câmara escura onde dizes encontrar o teu leito
és o meu único existir
Posted at 11:05 pm by rosa