Arco-Íris de Sombra





Para um amigo tenho sempre um relógio esquecido em qualquer fundo de algibeira. Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. É um arco-iris de sombra, quente e trémulo. É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa


*as vossas palavras*

   

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Monday, November 12, 2007
tatuagem

sente este cadáver cansado de falta de ar

canso-me de raios homicidas em campos de chuva e angústia

És o meu Norte. A Casa tatuada. A voz que reconheço nos lagos e desertos do devir. Quando só a luz me dizia que eu ainda era real inventei-te e reconheci a tua voz. És sol e sangue quente no meu cálice.


Posted at 10:33 pm by rosa

 

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