Arco-Íris de Sombra





Para um amigo tenho sempre um relógio esquecido em qualquer fundo de algibeira. Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. É um arco-iris de sombra, quente e trémulo. É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa


*as vossas palavras*

   

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Tuesday, November 06, 2007
tango tímido

sou estátua e no meu sangue corre o teu cimento

oiço e descubro o silêncio arrepio-me quase me vejo só em grito que te chama

não me dispas de pele e ossos és apenas o meu respirar e os anos doces de paixão. regressa nesta mesma estrada. retoma as palavras e as ondas duras de solidão serão só cacos de ti e de mim e do que fomos na distância.


Posted at 09:13 pm by rosa

 

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